sexta-feira

Divulgados os nomes dos empresários detidos durante a Operação Gasparzinho

Os empresários obtinham em nomes de fantasmas veículos de luxo

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta sexta-feira, dia 17, os nomes dos empresários detidos durante a Operação Gasparzinho, realizada na última quarta-feira, dia 15, Polícia Federal (PF), MPF e Controladoria Geral da União (CGU).
Os empresários são:
Ciro Marconi de Araújo Lacerda,
Francisco Marques da Fonseca ou Francisco Ramalho Fonseca,
Gilberto de Souza Rodrigues,
Joelson de Araújo Costa,
Katarina Lucena Cavalcanti,
Manoel Florêncio de Oliveira,
Newdson Ceres Costa Guedes,
Newtson Cleto Costa Guedes
Patrick Cordeiro Guedes.
A operação desarticulou uma quadrilha especializada em fraudar licitações através da utilização de empresas de fachada. A quadrilha movimentou, segundo dados da CGU, mais de R$ 23 milhões nos últimos três anos, atuando em licitações ocorridas em aproximadamente 35 municípios da Paraíba.
De acordo com informações do procurador da República Victor Veggi, responsável pelo caso, há provas da existência do fato e indícios suficientes da autoria do delito praticado pelo grupo de fraudadores. Os envolvidos estão sendo investigados e podem ser denunciados pelos crimes de formação de quadrilha, fraudes licitatórias, falsificação e uso de documentos falsos, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
O MPF divulgou ainda o nome das empresas onde os mandados de busca e apreensão foram realizados. São elas:
Alserv Constutora Ltda.,
Gima Construções e Incorporações Ltda.,
CG Construtora e Comércio Ltda.,
Cordeiro Guedes Construtora e Comércio Ltda.,
E.M.S. – Empresa de Manutenção Serviços e Construção Ltda.,
G50 – Serviços Construções e Locação Ltda.,
Steng – Serviços Técnicos de Engenharia e Arquitetura Ltda
L&D – Lacerda e Duarte Construtora e Serviços Ltda.
Golpes
Segundo as investigações os empresários utilizavam empresas de fachada, registradas em nome de terceiros, para fraudar licitações, sonegar impostos e ocultar bens obtidos com o lucro dos crimes cometidos Além da utilização de 'laranjas/testas-de-ferro', o grupo passou a usar ‘fantasmas’ para prática dos ilícitos. Os ‘fantasmas’ eram pessoas fictícias criadas usando a variação de nomes de pessoas verdadeiras.
Constatou-se que eram obtidos, perante órgãos públicos de mais de um estado da federação, documentos para os aludidos ‘fantasmas’ (como RG, CPF etc.), que passavam a ser utilizados para perpetração de uma série de fraudes, principalmente para movimentar valores e registrar bens usados pela quadrilha, especialmente veículos de alto luxo.
 Da Redação com  O Norte

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